Essa semana me rendi ao livro mais comentado das últimas semanas, 50 tons de cinza, de E. L. James, lançado no Brasil pela Intrínseca. Em dois dias, entre a curiosidade e a excitação, li as 480 páginas do primeiro livro da trilogia erótica.

Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian tem tudo - amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade.
O romance como trama descrita acima não apresenta nada diferente de quaisquer outros livros do gênero mulherzinha (daqueles que viram filmes românticos). O texto de James é fluído, bem escritinho (o diminutivo aqui salienta o "nada demais" do texto da autora), mas não poderia ser comparada sequer à excelente Lionel Shriver, outra recente autora de sucesso. A estória não provoca quaisquer maiores reflexões.
Mas a latência sexual de 50 tons de cinza, essa sim, provoca. O romance sacia uma parcela de curiosidade acerca do BDSM e o estilo de vida das pessoas que o praticam. Eu tenho um fascínio e muita curiosidade muito particulares pelo tema e, nesse aspecto, o livro é lúdico, é envolvente e muito, muito excitante. Aliás, meu conselho é que seja lido em privacidade, porque é muito erótico.

No próximo mês chega ao Brasil o segundo livro da trilogia, 50 tons mais escuros e eu comprarei, com certeza, apenas para descobrir um pouco mais sobre os limites eróticos e românticos da estória, que encerra-se (?) com 50 tons de liberdade. Não espero mais do que isso.